Ele está chegando, está chegando. Nao consigo acreditar que depois de tudo isso vou vê-lo de novo. Estou contando as horas. Quanto tempo será de Austrália a Hong Kong? Será que ele vai ser o mesmo? e eu? Que estranho tudo isso. Parece que tem anos, parece que tem horas. Tudo virou uma confusão. Dor de barriga, chocolate, inquietação, mais chocolate, chocolate. Tranqüila Isis, tranqüila. Se 20 dias passaram tao rápido, 20 horas entao…respira fundo! Uff, inspira, resp.…droga, banheiro!!
Se Lispector estivesse viva, certamente diria que agora se sente pertencer, no meu caso, de novo.
Café. To com frio. Quero me cobrir com seus braços.
Ainda faltam 6 horas. Ele também deve estar ansioso.
Poema:
Te nomeio o dono dos meus versos.
O dono dos meus sonhos, dos meus encantos
És o dono das minhas glórias, dos meu pecados.
O dono do meu riso, o dono do meu pranto.
Dono da minha poesia,
dono do meu canto.
Eres dono da minha verdade
da humildade do meu desencanto.
Eres dono do meu tudo,
senhor do meu nada, que se dispoe a tua vontade
Eres dono da minha saudade
Falta do tudo que nao tenho aqui.
Dono do meu amor, desamor
Do meu frio, meu calor
Minha insipidez, meu sabor
meu arrepio.
Quero sentir o teu cheiro
E assim, toda nua
Dizer que sou tua
Pertencer a teu amor.
Droga! Tenho que mudar de quarto! Odeio eles!! Odeio quem vai ocupar o meu lugar! Nao quero deixar minha cama. E agora? Como vou escrever (pois é, vocês venceram)? Estava tudo tao tranqüilo. Tao feliz, tao quieto, tao meu. Perdi minha segurança, meu espaço, meu esconderijo. Estou vulnerável pra quem quiser atacar. Aproveitando os últimos minutos na minha cama, que vao me tirar a qualquer momento. E era tudo que eu tinha, ou melhor, tudo que eu sentia ter, tudo que eu amava aqui. Poder escolher ser só minha quando eu quisesse, nesse caso o tempo inteiro, todos os dias.
Faz muito frio lá fora, nao quero sair de casa, cada dia é uma tortura ,sei que vou sentir dor. Ontem chorei, de frio, dor nos ossos, de desespero. Ninguém se importa. Foi o choro mais vao de toda a minha a vida. Me sinto vazia e sozinha aqui, ninguém me faz sonhar, nem sorrir…só ele me sustenta, minha única verdade, o meu único arrepio. Nem mesmo eu, consigo alimentar minha alma. E falando em alimentar, ontem comi muito, preciso parar, hoje nao comi nada, só cafe…preciso perder peso, preciso sumir… sumir de magrinha ou sumir da frente de todos eles ( sumir junto dele), tanto faz. Ás vezes posso jurar que nao agüento mais. Deus fala comigo. Responde, eu to aqui! Nunca me senti assim, em toda a minha vida. Em nenhum lugar. Sempre tinha ao menos um alguém. Nao é dor, já doeu mais, o que e sinto agora, é solidão, em todos os sentidos possivelmente imagináveis. Quero fugir daqui.
As pré-pagas vendem o corpo, as modelos vendem o rosto. Se as mulheres que queimaram sutiã em praça publica vissem isso, elas iriam botar fogo em todas nós, juntamente com os nosso Victórias Secrets, La Perle, Triumph…E viva 1 de maio!!
Acho que vou escolher minha nova cama. Aceitei, assim fácil, e me sinto bipolar por isso.
Nao me sinto mais tao só desde que comecei a escrever …mas até que alguém leia, sou minha nova melhor amiga.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Como se fosse a primeira vez
E todos me pediam incessantemente: -¨Escreve! Escreve! ¨.
Sempre com um sorriso bobo e (debalde) incentivador.
-Mas escrever o que , minha gente?
Juro que tentei, percorri várias vezes todas as teclas, esperando idéias, buscando palavras. Nao encontrei! Nao faz sentido. Nao sei escrever! Porque saberia? Quem lhes disse que sim? Nao posso, assim simplesmente. nao entendo de versos e prosas.
No entanto, posso lhes contar todos os meus dias. Mal-escritos e mal-narrados, e que leia quem quiser saber. Quem gostar de péssima literatura, de versos mal-rimados, ou quem estiver buscando doces e profundas respirações.
Isis Laurent
Sempre com um sorriso bobo e (debalde) incentivador.
-Mas escrever o que , minha gente?
Juro que tentei, percorri várias vezes todas as teclas, esperando idéias, buscando palavras. Nao encontrei! Nao faz sentido. Nao sei escrever! Porque saberia? Quem lhes disse que sim? Nao posso, assim simplesmente. nao entendo de versos e prosas.
No entanto, posso lhes contar todos os meus dias. Mal-escritos e mal-narrados, e que leia quem quiser saber. Quem gostar de péssima literatura, de versos mal-rimados, ou quem estiver buscando doces e profundas respirações.
Isis Laurent
domingo, 22 de agosto de 2010
Quem inventou a distancia
por favor me devolva a certeza dos reencontros
A certeza da mesmice
de um tempo que nao passou
A certeza de um eterno tao finito
quanto o tom de sua voz que se esvaire aos poucos dentro de meus ouvidos
Quem inventou a distância
por favor de me forças para suportar a dor da saudade
para acreditar na falsa verdade
que o amor nunca acaba
enquanto houver vida latendo dentro de si
Quem inventou a distância
Por favor me escrevas versos e prosas
Quero abraços e rosas, junto as promessas
de que vai devolver o meu amor
Quem inventou a distância
Faz do espaço pequenininho
Faz do tempo rapidnho
E traz ele de volta logo, traz…
por favor me devolva a certeza dos reencontros
A certeza da mesmice
de um tempo que nao passou
A certeza de um eterno tao finito
quanto o tom de sua voz que se esvaire aos poucos dentro de meus ouvidos
Quem inventou a distância
por favor de me forças para suportar a dor da saudade
para acreditar na falsa verdade
que o amor nunca acaba
enquanto houver vida latendo dentro de si
Quem inventou a distância
Por favor me escrevas versos e prosas
Quero abraços e rosas, junto as promessas
de que vai devolver o meu amor
Quem inventou a distância
Faz do espaço pequenininho
Faz do tempo rapidnho
E traz ele de volta logo, traz…
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Sonhos, nada além de sonhos...
Ainda sinto o sabor do medo, do vinho doce miturando se ao perfume das flores e da parafina queimando...lembro da música que apenas eu ouvia, que só existia em meus pensamentos, do silêncio da timidez. Lembro de mim, me apaixonando mais uma vez pelo impossivel.
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