domingo, 13 de junho de 2010

Sem limites pra chegar a qualquer lugar...




Talvez eu possa escrever tudo que nao deva falar. Pode ser que minhas linhas nao me limitem a calar o incalável, a curar o incurável. Minhas letras, minhas palavras, como poucas, como poucos, essas serao para sempre minhas, e tempo nenhum poderá levar. Terei posse, me pertence, ninguem vai me arrancar. Ainda que a carne morra, ainda que a alma queime, permanecerá com aquele que lê, o que foi sentido, pensado, sonhado. Tenho fé, de assim, poder ficar pra sempre, em um mundo que tanto amo, e dizer, ou escrever, que ninguem poderá me tirar daqui, porque minhas palavras, aqui permanecerao, porque meus versos me tornam imortal. Ainda que pareça velho, ainda que nao tenha cor, o sentido será mantido, pelos que sentem, pelos que sonham, sentimentos nunca sao uma inadequaçao. Desejos sao só verdades, que mais cedo ou mais tarde, se mostrarao, se a eles formos fiéis. Por isso me comprometo, talvez nao a fidelidade, mas certamente a lealdade, de corpo, alma e coraçao. Prometo seguir em frente, acreditar, e conquistar, tudo, pelos que ficarao, para os que, um dia, nao terao mais que lembranças, mais que palavras, de versos que um dia foram nao só sonhados, mas sorridos, realizados, por alguem que lhes transformou, em poesia.

Isis Laurent
13/06/2010

Um comentário:

Higor D. disse...

Me fez sentir como poesia: leve, alegre, ilimitado. Muito bom mesmo, Isis!