domingo, 25 de abril de 2010

Basta olhar no fundo dos meu olhos...




Andando por lugar nenhum tentei encontrar uma luz que pudesse me guiar, minhas perguntas respondes, minhas dúvidas contestar, mas era como um buraco vazio, sem começo nem fim, sem nada para se localizar, só se sntindo cair, ensurdecida pelo vácuo do ar. Náo tinha cor, nao tinha cheiro, náo tinha nada, nao tinha jeito, de sair ou de voltar. Era só sentir se ir por um caminho desconhecido, onde nada faz sentido, onde a queda nao proporciona paz. De olhos fechados, eu só queria sair dali, daquele sonho, do pesadelo, sem fim.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Eu só tenho que fazer poesia, com um palito de picolé na rua...


É mais do que um conto sobre um palito de picolé...é um requerimento de sanidade e paz, para ajustar cada palavra, para revelar cada sentimento, para ludibriar cada idéia comum, fazendo- a acreditar em sua divindade contraditória, e soar levemente como poesia. É quase catastrófico, é um sacrilégio fazê-los acreditar na eloquência da fantasia. A retórica é incoerente, sei que não devo aceitar, mais do que relatar, devo convencer, afogar suas crenças num mundo meu, tão distante do eu. Devo tira-los da realidade e mostrar uma verdade que insiste em não existir. Devo fazer as palavras se perderem na lógica, e provar a veracidade de uma obviedade contundente, que eu nem entendo porque não conseguem ver. Vai alem da minha verdade mostrar-lhes isso, só preciso ter paciência, para aceitar bem as acusações por nitidamente insana e ser profanada com o mais potente vocabulário psíquico. Não posso aceitar, apesar de saber que a poesia não é nada pouco além da loucura e não há nada de mais sobre escrever, por exemplo sobre um palito de picolé na rua.

Isis Laurent
12/04/2010

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Pedaço da gente


Tem gente que é mágica
Que nos fazem sorrir como nunca o fizemos
Que nos mostram as lágrimas como nunca cohecemos
E nos permitem sentir como nunca pudemos
E em uma intensidade jamais vista, nos fazem viver
tudo de uma só vez
e ser vários em um só
Gente que nos deixam completamente incompletos,
quando nao estao por perto
Que nos fazem viver um sonho real
prisioneiros da própria liberdade
Permitindo nos agirmos entre o bem e o mal
Tem gente que se juntar com a gente,
vira um só corpo,
uma só alma,
uma só gente.

Isis Laurent
19/09/2008

O fim, por fim.


Segredos tenho a contar
Sei e consinto que nem sepre posso dizer a verdade
Falo e desminto, a teus segredos nao posso mais ser fiel
Duvido, mas decido, que de ser santa bem longe estou
E a mim nao importa mais nada,
alem de ser quem eu sou
Nao sinto mais onde ficou a fria tempestade
Só estou a ocultar que acabou
E aquilo que era cálido e meu
jáo nao nos pertence mais
Foi o fim de um grande amor
O fim de alguma dor, do calor,
O fim dos dois,
que de tanto voarem juntos pensavam ser um só.

Isis Laurent
03/10/2008