quinta-feira, 6 de maio de 2010

Muita neve


Como eu me sinto? Me sinto fora de mim, como se minha alma nao tivesse um corpo...nao, nao, isso seria se eu me sentisse leve, na verdade, sinto como se meu corpo nao tivesse alma, mas tivesse cheio de lixo, cheio de coisas as quais tenho de me livrar, tudo pra jogar fora. Amanha é um novo dia, e eu quero tentar outra vez...É incrívelmente satisfatório os privilégios de ter uma nova chance, de ter um amanha que tem 50 % de chances de ser melhor do que o ontem, e isso é um montao. Alem do novo tempo, eu tenho todo o resto, que é muito mais do que preciso pra aumentar a porcetagem...OK, Ok, pensamento positivo, Lets carry on and try again, forever and ever. Afinal, ou temos sonhos ou temos...NADA! A escolha é sempre sua, e sem sonhos nao consigo viver.
Nem sei escrever mesmo, nao sei pq teimo em postar um monte porcarias, as quais tento enfiar forçadamente um tom poético..

quarta-feira, 5 de maio de 2010


Ontem eu dormi.Estava triste demais para existir, Fraca demais para suportar a consciência. E hoje estou apenas vivendo, sem me importar com a dádiva de cada respiraçao. O que fazer quando nossa infelicidade é satisfatória?
26/04/2010

domingo, 25 de abril de 2010

Basta olhar no fundo dos meu olhos...




Andando por lugar nenhum tentei encontrar uma luz que pudesse me guiar, minhas perguntas respondes, minhas dúvidas contestar, mas era como um buraco vazio, sem começo nem fim, sem nada para se localizar, só se sntindo cair, ensurdecida pelo vácuo do ar. Náo tinha cor, nao tinha cheiro, náo tinha nada, nao tinha jeito, de sair ou de voltar. Era só sentir se ir por um caminho desconhecido, onde nada faz sentido, onde a queda nao proporciona paz. De olhos fechados, eu só queria sair dali, daquele sonho, do pesadelo, sem fim.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Eu só tenho que fazer poesia, com um palito de picolé na rua...


É mais do que um conto sobre um palito de picolé...é um requerimento de sanidade e paz, para ajustar cada palavra, para revelar cada sentimento, para ludibriar cada idéia comum, fazendo- a acreditar em sua divindade contraditória, e soar levemente como poesia. É quase catastrófico, é um sacrilégio fazê-los acreditar na eloquência da fantasia. A retórica é incoerente, sei que não devo aceitar, mais do que relatar, devo convencer, afogar suas crenças num mundo meu, tão distante do eu. Devo tira-los da realidade e mostrar uma verdade que insiste em não existir. Devo fazer as palavras se perderem na lógica, e provar a veracidade de uma obviedade contundente, que eu nem entendo porque não conseguem ver. Vai alem da minha verdade mostrar-lhes isso, só preciso ter paciência, para aceitar bem as acusações por nitidamente insana e ser profanada com o mais potente vocabulário psíquico. Não posso aceitar, apesar de saber que a poesia não é nada pouco além da loucura e não há nada de mais sobre escrever, por exemplo sobre um palito de picolé na rua.

Isis Laurent
12/04/2010